Exportações do setor farmoquímico-farmacêutico brasileiro

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior – SECEX

Exportações avançam

Em 2019, as exportações da cadeia farmoquímica-farmacêutica brasileira registraram alta de 2,13% em relação ao ano anterior (US$ 1,721 bilhão em 2019, contra US$ 1,686 bilhão em 2018). Por setor, as exportações de farmoquímicos e adjuvantes farmacotécnicos avançaram 4,45% (US$ 773 milhões em 2019, contra US$ 740 milhões em 2018), já as exportações de medicamentos permaneceram praticamente estáveis, com crescimento de apenas 0,22% (US$ 948 milhões em 2019, contra US$ 946 milhões em 2018).

Em relação somente aos insumos farmacêuticos, as exportações de farmoquímicos cresceram 5,2% (passando de U$ 596 milhões em 2018 para U$ 627 milhões em 2019) e as de adjuvantes farmacotécnicos cresceram 1,39% (passando de U$ 143 milhões em 2018 para U$ 145 milhões em 2019).

Participação dos insumos tornam-se mais relevantes

De 2009 a 2019, a participação dos insumos farmacêuticos nas exportações brasileiras passou de 31,81% em 2009 para 44,91% em 2019, já a participação dos medicamentos diminuiu de 68,19% para 55,09%. Em valores, 2009 registrou exportações de U$ 945 milhões em medicamentos e U$ 441 milhões em insumos, totalizando U$ 1,386 bilhão, em 2019 foram U$ 948 milhões em medicamentos e U$ 773 milhões em insumos, totalizando U$ 1,721 bilhão.

Importações do setor farmoquímico-farmacêutico brasileiro

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior – SECEX

Importações ultrapassam os U$ 10 bilhões

Em 2019, o resultado das importações de insumos farmacêuticos e medicamentos ultrapassou a marca dos U$ 10 bilhões. Registrando U$ 10,053 bilhões, contra U$ 9,876 bilhões em 2018, o crescimento foi de 1,79%. Resultado de alta nas importações de medicamentos de 2,29% (U$ 6,961 bilhões em 2019, contra U$ 6,805 bilhões em 2018) e pequena variação de 0,68% nas importações de insumos (U$ 3,092 bilhões em 2019, contra U$ 3,071 bilhões em 2018).

Em relação somente aos insumos farmacêuticos, as importações de farmoquímicos cresceram 0,95% (passando de U$ 2,955 bilhões em 2018 para U$ 2,983 bilhões em 2019) e as de adjuvantes farmacotécnicos reduziram 6,04% (passando de U$ 116 milhões em 2018 para U$ 109 milhões em 2019).

Nas importações, participação dos insumos e medicamentos permanece estável

Nos últimos 11 anos, a participação dos medicamentos e insumos farmacêuticos nas importações mantiveram-se praticamente estáveis, medicamentos crescendo de 65,77% em 2009 para 69,25% em 2019 e insumos reduzindo de 34,23% para 30,75%. Em valores, 2009 registrou importações de U$ 4,050 bilhões em medicamentos e U$ 2,108 bilhões em insumos, totalizando U$ 6,158 bilhões, em 2019 foram U$ 6,961 bilhões em medicamentos e U$ 3,092 bilhões em insumos, totalizando U$ 10,053 bilhões.

Déficit elevado e crescente

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior – SECEX

Com os resultados apresentados, o déficit da cadeia produtiva farmacêutica brasileira atingiu U$ 8,332 bilhões em 2019, contra U$ 8,191 bilhões em 2018 (alta de 1,72%). Em 2009, este déficit era de U$ 4,772 bilhões (uma alta acumulada de 74,60% de 2009 a 2019).

Este resultado deriva de um crescimento de 71,87% nas importações de medicamentos (que passou de U$ 4,050 bilhões em 2009 para U$ 6,961 bilhões em 2019) e de 46,67% nas de insumos farmacêuticos (de U$ 2,108 bilhões para U$ 3,092), em contraste com a estagnação nas exportações de medicamentos (que foi de U$ 945 milhões em 2009 e está em U$ 948 milhões em 2019) e crescimento de 75,28% nas de insumos (que passou de U$ 441 milhões para U$ 773 milhões).

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