Sanofi acelera lançamento em OTC no Brasil neste ano

Valor Econômico - por Ana Paula Machado.
11/10/2019.

A Sanofi Brasil acelerou os lançamentos de medicamentos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês) neste ano. Em 2019, chegarão ao mercado brasileiro dez novos produtos que devem fazer com que a área de negócios de Consumer Healthcare cresça mais de 10% as suas vendas líquidas, segundo projeção do diretor-geral, Rodolfo Hrosz, que assumiu a divisão em 2017. Desse planejamento, já foram colocados nas farmácias brasileiras seis novos medicamentos. A média de lançamentos por ano é de dois a três produtos.

No ano passado, o faturamento do braço de medicamentos isentos de prescrição da Sanofi Brasil foi de R$ 1,6 bilhão, crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior, segundo dados da consultoria IQVIA considerando os descontos concedidos na venda.

“Nossa meta é ter um aumento de dois dígitos neste ano e no próximo. Temos um planejamento para ser a melhor empresa nessa área no Brasil até 2022. Já estamos na metade do caminho”, disse ao Valor o executivo. Nos doze meses terminados em julho, as vendas líquidas da divisão cresceram 8,1% no comparativo com o mesmo período anterior de 12 meses, alcançando R$ 1,7 bilhão, de acordo com a IQVIA.

A estratégia da Sanofi é aumentar a presença nesse segmento e com isso fazer volume e receita para investir em inovação. Hrosz informou que um terço dos investimentos da companhia no próximo ano serão aplicados na divisão de medicamentos sem prescrição. Em 2018 e em 2019 foram gastos R$ 50 milhões em inovação nesta área.

“Vamos manter o ritmo de crescimento muito alavancado pelas inovações e lançamentos que fizemos neste ano e que darão frutos também em 2020. Só neste ano, dois terços dessa elevação devem vir dos recursos aplicados em inovação”, disse.

Neste ano, segundo o executivo, a Sanofi já lançou uma nova versão do medicamento para alergia Allegra, com 30 comprimidos; o Dulcogas, indicado para o alívio dos sintomas provocados pelo excesso de gases; o Depura, uma vitamina D; o Enterogermina, um probiótico com bactérias que equilibra a flora intestinal; e duas versões do suplemento Pharmaton.

Hrosz ressaltou que, além desses medicamentos, a divisão irá lançar um remédio no segmento de analgésico no mercado brasileiro no próximo mês. Hoje, a categoria é uma das principais dentro do portfólio da marca. “Um remédio totalmente novo no mercado e por isso, acredito que terá um grande apelo de vendas”, afirmou.

A Sanofi produz o Dorflex, a Novalgina, o Anador e o AAS. Segundo o Hrosz, esses medicamentos saem das fábricas no Brasil. Hoje, 90% do que é vendido no mercado brasileiro medicamentos saem das fábricas no Brasil. Hoje, 90% do que é vendido no mercado brasileiro é fabricado nas unidades de Campinas e Suzano, no interior de São Paulo. No ano passado, a companhia produziu 372 milhões caixas. Somente de Dorflex, a Sanofi fabrica por ano 200 milhões de comprimidos por mês na unidade de Suzano.

“É o medicamento mais vendido do país. O Brasil é sede da maior plataforma industrial da Sanofi fora da Europa.” Da unidade brasileira, a farmacêutica exporta para 30 países, entre eles México, Argentina, França, África do Sul e Austrália.